Vários jornais hoje mostram matérias sobre o ato dos trabalhadores da Saned.Alguns com destaque de capa. Veja as principais:
Prefeito de Diadema enfrenta greve pela 1ª vez
Elaine Granconato
Do Diário do Grande ABC
O governo Mário Reali (PT) enfrentou ontem a primeira greve de um dia do funcionalismo público de Diadema. Faixas, cartazes, apitaços, discursos inflamados e até mesmo vaias fizeram parte da manifestação dos servidores, que reivindicam 11% de reajuste salarial, benefícios e melhores condições de trabalho.
A direção do Sindema (Sindicato dos Funcionários Públicos de Diadema) classificou a greve de advertência, que se encerraria às 7h de hoje, como "muito positiva" a considerar o escasso tempo de organização. Para a Prefeitura, a adesão foi "pontual e não prejudicou os serviços de atendimento à população."
A greve de um dia foi em resposta à falta de proposta da administração petista, até o momento, às reivindicações da categoria. Em nota, a Prefeitura considerou o "movimento" precipitado e desnecessário, uma vez que as "negociações em nenhum momento foram interrompidas por parte do Executivo."
Os servidores que aderiram à greve vestiram camisetas brancas da campanha. E acessórios entregues pelo sindicato, como apitos e narizes de palhaços. Ao longo do dia foram várias caminhadas pelas ruas centrais da cidade. Um delas teve parada estratégica na frente do Paço por volta das 11h.
Guardas-civis municipais chamados para fazer a segurança do local fecharam o portão de entrada do público, durante o tempo em que os servidores faziam protesto pacífico.
O vice-presidente do Sindema, José Aparecido da Silva, o Neno, engrossou o discurso do alto do caminhão de som. "Esta categoria está preparada para qualquer tipo de prova. Vamos esperar até o dia 22, caso o governo não apresente nenhuma proposta, o sindicato vai propor greve por tempo indeterminado para a categoria decidir em assembleia", avisou o sindicalista.
Porém, o recado não chegou diretamente ao prefeito Reali, que estava em reunião no Consórcio Intermunicipal do Grande ABC em Santo André. Mais uma vez, a administração reiterou que uma "proposta de reajuste salarial está sendo estudada para o segundo semestre."
No período da tarde, os servidores em greve fizeram parada final com protesto na Câmara, onde ocorria a sessão. O que parecia impossível se viu: alguns vereadores do PT foram vaiados pela categoria.
Jandyra Uehara Alves, presidente do Sindema, não soube precisar o número de servidores que aderiam à greve. "Somente amanhã (hoje) teremos o balanço. Posso adiantar que tivemos participação de funcionários de 90% dos postos de trabalho da Prefeitura", afirmou. A adesão em escolas, creches e unidades de Saúde foi parcial.
A Prefeitura informou que os servidores que aderiram à ‘manifestação'' terão o dia descontado.
Trabalhadores da Saned temem fusão com a Sabesp
Além do funcionalismo e de representantes dos movimentos de moradias na tribuna da Câmara, trabalhadores da Saned (Companhia de Saneamento de Diadema) protestaram contra o projeto de lei do Executivo que prevê a fusão da empresa municipal com a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo).
Para o presidente do Sintaema (Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo), Renê dos Santos, a união das empresas pode implicar na precarização das condições de trabalho e terceirização dos serviços. "É a privatização do saneamento", afirmou, referindo-se aos cerca de 350 trabalhadores da Saned que podem perder os seus empregos.
O presidente do Legislativo, Manoel Eduardo Marinho, o Maninho (PT), garantiu que o texto ainda não chegou na Casa. O que causou desconfiança de parte dos trabalhadores - alguns bastante exaltados e com gritos de guerra: "Se houver fusão vai ter confusão."
A dívida da Saned gira em torno de R$ 600 milhões com a Sabesp. Procuradas, a Saned não se pronunciou pelo horário pós-expediente. A Sabesp não quis se manifestar.
Funcionários da Saned e moradores protestaram na Câmara
Fernando Valensoela do Diário Regional
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema), Renê Vicente dos Santos, declarou que há preocupação na empresa. “Somos completamente contrários à fusão. Queremos ao menos a garantia dos postos de trabalho”, pontuou.
Com o objetivo de acalmar os ânimos dos funcionários da Saned, o presidente da Câmara, Manoel Eduardo Marinho, o Maninho (PT), afirmou que não “existe documento protocolado na Casa” e “quando houver, faremos audiência pública”. No entanto, o político foi vaiado e taxado de “mentiroso”.
No fim do ano passado, o prefeito Mário Reali (PT) afirmou ter interesse na fusão e “que o ideal era ter uma empresa que continuasse aos trabalhos da Saned”. Em dezembro de 2008, os diretores das duas companhias assinaram protocolo de intenções para criar, até o fim de março de 2009, nova empresa pública de saneamento. O prazo, contudo, foi estendido mais duas vezes, sendo a última para o início de novembro. Porém, novamente foi interrompido e agora, volta à pauta. A prefeitura informou que “por enquanto, não vai se pronunciar sobre o caso”.
Servidores municipais fazem greve e manifestação em Diadema
Por: Rodrigo Bruder (rodrigo@abcdmaior.com.br) Jornal ABCD Maior
Saned – Um grupo de trabalhadores da Saned Companhia de Saneamento de Diadema) se uniu nesta quinta-feira aos servidores da Administração para fazer outro tipo de protesto. Munidos de caminhão de som, e com discursos inflamados na tribuna livre da Câmara, eles se colocaram contra o projeto de lei elaborado pelo Executivo, que prevê a fusão da Saned com a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo). Os trabalhadores temem enfrentar ondas de demissão por causa dessa negociação, que envolve uma dívida que a autarquia municipal contraiu da Sabesp de aproximadamente R$ 600 milhões. Segundo os parlamentares o texto ainda não foi enviado à Casa.
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