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terça-feira, 20 de abril de 2010

Plano de Cargos e Salários: Novo plano ou remendo mal feito?

No dia de ontem foi apresentado para as entidades representativas dos trabalhadores (Sintaema, Sintius, Sind. dos Advogados e Sind. dos Engenheiros) o "novo" plano de cargos e salários da Sabesp. Logo no início da apresentação a empresa pronunciou que não era nada novo e apenas algumas adequações ao plano vigente. Ou seja, o que era novo na verdade é um remendo mal feito a um plano que nunca funcionou, que não valoriza os trabalhadores, que aumenta a multifuncionalidade e vários desvios de função.

O QUE É RUIM PODE SER PIORADO
Na apresentação ficou nítido que o que ruim piorou mais ainda. Pois o "novo plano" faz novamente uma fusão de cargos. Hoje temos 71 cargos na empresa e passaria a ter apenas 20 (3 operacionais, 7 técnicos/administrativos e 10 universitários). Com isso intensifica mais a multifuncionalidade, pois vários cargos teriam a mesma nomenclatura. Por exemplo, na categoria operacional, os oficiais (manutenção civil, manutenção geral, soldador, caldereiro, eletricista, mecânico, entre outros) passariam a ser oficial de manutenção. O motorista e o operador de equipamentos automotivos passariam a ser motorista operador de equipamentos automotivos e os outros cargos (agente de saneamento, ajudante geral, operador de sistema de saneamento, entre outros) passariam a ser agente de saneamento ambiental.
Para serem "promovidos", os trabalhadores dependerão da famigerada disponibilidade de vaga e verba e subirá apenas um degrau salarial (no atual plano permite a subida de até dois degraus), ou seja se der sorte, ser bem avaliado, ter vaga e verba disponível todo ano o trabalhador vai até o topo de sua carreira em 24 ou 27 anos!!!
Sendo que para o ano de 2010 não está previsto verba no orçamento para a movimentação do plano. Apenas em 2011, quando teremos outro governo e, esperamos, outra direção da empresa.

OS AMIGOS DO REI
Os níveis gerenciais serão equiparados salarialmente, deixando de existir a gratificação fixa e passando a ser gratificação variável para exercer as funções. Ou seja,  será considerado o valor da função para remunerar quem a está exercendo e caso a remuneração atual (salário base + gratificação de função atual) total seja inferior ao valor da função, será corrigida a distorção. Os cargos de confiança de Gesner serão reajustados para enfiar goela abaixo dos trabalhadores os desmandos e imposições da empresa. Aos superintendentes, assessores, gerentes de departamento, divisão e de setor isonomia salarial, aos trabalhadores que geram o lucro mais distorções salarial e multifuncionalidade.
Isso sem contar com a continuidade do salário regional, onde os trabalhadores de diversas regiões do estado recebem 20% a menos que os trabalhadores na região metroplitana de São Paulo, baixada Santista e Vale do Paraíba. Lembrando que não há salário regional para os gerentes e superintendentes.

POR UM NOVO PLANO DE CARGOS E SALÁRIOS 
Temos consciência que nenhum plano de cargos e salários promoverá todos os trabalhadores, que terá reajustes anuais e que todos se movimentarão ao mesmo tempo. Porém temos que exigir da direção da empresa um plano que valorize os trabalhadores, que acabe com os desvios de função, que respeite a antiguidade nos cargos, que tenha aceleradores de desempenho profissional (com cursos especifícos para todos), que não tenha interferência nem ingerência das chefias, que tenha regras claras para que todos os trabalhadores possam ter acesso e planejamento de carreira e que acabe com as distorções salariais entre regiões (salário regional) e entre os cargos. Um plano que tenha a participação dos trabalhadores desde a sua criação.
Para conseguir isso teremos que nos organizar em cada local de trabalho para não nos submetermos à avaliações genéricas e pessoais que as chefias nos impõe.

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