
Apesar da forte censura e repressão que vive Honduras, empresas de comunicação conseguem driblar o cerco midiático e entrevistar o presidente constitucional, Manuel Zelaya. Impedido de entrar no país desde o golpe de Estado do último domingo, 28 de junho, Zelaya concedeu entrevista, ontem (2), à Telesul. Na quarta-feira (1°), o presidente já havia sido entrevistado pela Rádio Globo.
Nas entrevistas, Zelaya agradeceu o apoio dos hondurenhos e de todas as nações que rechaçaram o golpe. Ontem, em entrevista por telefone à Telesul, Zelaya esclareceu que o Secretário Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Miguel Insulza, chegará hoje a Honduras não para negociar com os militares, mas para "informá-los de que seu tempo terminou e que o mundo inteiro está condenando o golpe e que tem que voltar a tranquilidade popular e que a democracia impere."
Zelaya confirmou ainda que retornará ao país acompanhado da presidente da Argentina, Cristina Kirchner, mas não deu detalhes de como será a chegada. O retorno de Zelaya a Honduras está programado para acontecer amanhã (4), quando se esgota o prazo de 72 horas dado pela OEA para conseguir o diálogo com os golpistas. "No sábado retornarei para retomar meu governo", garantiu à Telesul.
Na ocasião das entrevistas, pediu aos cidadãos que continuassem com as mobilizações pacíficas. "A todos os manifestantes e amigos que estão aí, caminhando nesse boulevard [no momento da entrevista, um grupo de pessoas estavam no Boulevard Morazán realizando manifestação em apoio a Zelaya], o que lhes rogo é que atuem com tolerância, que apresentem resistência cívica pacífica, que não utilizem armas de nenhuma natureza", disse à Rádio Globo.
O presidente ressaltou ainda, com base no artigo 3° da Constituição da República, a ilegalidade do golpe: "Nenhuma ação dos que usurparam o poder é legal, tudo o que estão fazendo é ilegal e é nulo, constitui também comissão de delitos, absolutamente tudo.", afirmou à Rádio.
Meios de comunicação
Com o golpe do último domingo instalou-se no país um clima de repressão. Manifestantes contrários ao golpe são fortemente repreendidos pelas Forças Militares. Situação semelhante acontece nos meios de comunicação, onde a censura é constante. Muitos canais de televisão e rádios foram obrigados a interromperem a programação normal, deixando a população hondurenha sem informações sobre a real situação do país.
Contrários a essa situação, pesquisadores de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgaram, ontem, um comunicado à imprensa em que condenam a ruptura do Estado de direito e expressam preocupação perante as denúncias de perseguições a: defensores de direitos humanos, dirigentes sociais, jornalistas e meios de comunicação.
"Preocupa-nos que se tenha decidido suspender a transmissão de algumas emissoras de televisão e o fechamento de outros meios de comunicação social, pelo que a população hondurenha padece na atualidade da ausência de informação suficiente ante esta crise", afirmou no comunicado o Relator Especial sobre o direito à liberdade de opinião e expressão do Conselho de Direitos Humanos, Frank La Rue.
Nas entrevistas, Zelaya agradeceu o apoio dos hondurenhos e de todas as nações que rechaçaram o golpe. Ontem, em entrevista por telefone à Telesul, Zelaya esclareceu que o Secretário Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Miguel Insulza, chegará hoje a Honduras não para negociar com os militares, mas para "informá-los de que seu tempo terminou e que o mundo inteiro está condenando o golpe e que tem que voltar a tranquilidade popular e que a democracia impere."
Zelaya confirmou ainda que retornará ao país acompanhado da presidente da Argentina, Cristina Kirchner, mas não deu detalhes de como será a chegada. O retorno de Zelaya a Honduras está programado para acontecer amanhã (4), quando se esgota o prazo de 72 horas dado pela OEA para conseguir o diálogo com os golpistas. "No sábado retornarei para retomar meu governo", garantiu à Telesul.
Na ocasião das entrevistas, pediu aos cidadãos que continuassem com as mobilizações pacíficas. "A todos os manifestantes e amigos que estão aí, caminhando nesse boulevard [no momento da entrevista, um grupo de pessoas estavam no Boulevard Morazán realizando manifestação em apoio a Zelaya], o que lhes rogo é que atuem com tolerância, que apresentem resistência cívica pacífica, que não utilizem armas de nenhuma natureza", disse à Rádio Globo.
O presidente ressaltou ainda, com base no artigo 3° da Constituição da República, a ilegalidade do golpe: "Nenhuma ação dos que usurparam o poder é legal, tudo o que estão fazendo é ilegal e é nulo, constitui também comissão de delitos, absolutamente tudo.", afirmou à Rádio.
Meios de comunicação
Com o golpe do último domingo instalou-se no país um clima de repressão. Manifestantes contrários ao golpe são fortemente repreendidos pelas Forças Militares. Situação semelhante acontece nos meios de comunicação, onde a censura é constante. Muitos canais de televisão e rádios foram obrigados a interromperem a programação normal, deixando a população hondurenha sem informações sobre a real situação do país.
Contrários a essa situação, pesquisadores de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgaram, ontem, um comunicado à imprensa em que condenam a ruptura do Estado de direito e expressam preocupação perante as denúncias de perseguições a: defensores de direitos humanos, dirigentes sociais, jornalistas e meios de comunicação.
"Preocupa-nos que se tenha decidido suspender a transmissão de algumas emissoras de televisão e o fechamento de outros meios de comunicação social, pelo que a população hondurenha padece na atualidade da ausência de informação suficiente ante esta crise", afirmou no comunicado o Relator Especial sobre o direito à liberdade de opinião e expressão do Conselho de Direitos Humanos, Frank La Rue.
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